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Trilha de Ariri 04/2003
Saímos de São Paulo na quinta-feira, véspera do feriado de Páscoa, às 14:30.Pegamos a Régis Bitencourt, sentido Curitiba, até Pariquera-Açu longa viagem, de 280 km sendo 59 km de terra, em razoável estado de conservação. Em Itapitangui, próximo a Cananéia, deixamos o asfalto e seguimos pela estrada que liga Itapitangui a Ariri. Pernoitamos em Ariri, em uma pousada, e como a ansiedade nao nos deixou dormir bem, acordamos em torno de 4:00 da manhã e após um frugal desejum, voltamos os 25 km até o sítio. As 7:30 já estávamos de quadri percorrendo os 3 km de estradinha de terra até o primeiro rio, entrada da trilha.
Chegamos em Guaraqueçaba as 13:30, recorde de seis horas. Nós dividimos o grupo do clube em duas turmas de 14 quadriciclos, sendo que com primeira turma, estava um jipeiro (Toninho da Videonorte) que conhecia bem a trilha. No nosso grupo, eu consegui pela internet o tracklog da trilha e fui de guia seguindo o GPS.É só encontrar o início da trilha, pois uma vez na mesma, não tem erro.
No final da trilha, já no estado do Paraná, no bairro de Batuva, pegamos uma estrada de ligação de 30 km até Guaraqueçaba.
Esta nossa turma de "pilotos" de quadriciclos, gosta muito de acelerar e após cinco horas andando em baixa velocidade, quando encontramos estrada livre, é dedo em baixo no acelerador. Isto nos coloca um pouco em situação de risco de acidentes e precisamos nos educar e ficarmos mais "civilizados" ou ajuizados. Afinal a maioria é chefe de família. Nesta trilha, tínhamos dois pais com os filhos (Aldírio e Diego, Ronaldo e Thiago) e também um casal (Carlos e a Cláudia, que por sinal "toca" direitinho).

Passamos novamente no sítio, pegamos as carretas e o carro do Toninho e fomos dormir em Peruíbe, onde se encontravam minha esposa e filhinha, preocupadas com a falta de notícias. Não sem antes um pneu furado da minha carreta, ainda na estrada de terra, tendo que descarregar o quadri e meu filho foi pilotando até proxima cidade, Itapitangui. Lá, acordamos um borracheiro, em pleno sábado de Aleluia que deu um jeito. Estas aventuras nunca são completas sem estes contratempos.
Chegamos em Peruíbe 3:30 da manhã de sábado. Por fim uma sugestão a todos que algum dia forem fazer esta trilha e mesmo em outros lugares pobres. Nós levamos várias cestas básicas, balas, doces, chocolates e bombons (afinal era Páscoa) para distribuir nas "casas" ao longo do percurso. Em cada casa que parávamos, era uma festa, pois tem muita criança por lá (será falta de TV?). E a nossa turma da semana anterior levou brinquedos.
Isto é muito importante para promover a integração da comunidade local com os trilheiros e seremos sempre bem vindos. E também é uma satisfação ver a alegria das crianças. Além disto, devemos é claro, respeitar as propriedades por onde passamos.
Temos um belo filme da aventura. Fotos não muito boas devido à chuva. Mas as recordações serão guardadas em nossas mentes para sempre. Ou pelo menos até a próxima empreitada, que esperamos seja em breve.
Participantes

Ronaldo Andrade - Yamaha Grizzly 660 com pneus Big Foot (tratorzão)
Thiago Andrade - Polaris Sportsman 500 Remington (também com pneuzão - piloto malucão Billy Júnior)
Aldiro Cruz - Honda Rincon 650 (0 km - parece um carro)
Diego Cruz - Honda Fourtrax 325 (já está ficando maluco como os mais velhos - está querendo entrar para turma dos Billy Bronx)
Antônio Fiola - Honda Fourtrax 325 (presidente do ATV Clube)
Chicão (Tuareg Motos) - Honda 325 (com seu fiel escudeiro Neto)
Valdecy - Honda 325 (incansável trabalhador, ajudando a todos)
Edson Teubner - Yamaha Grizzly 600 (ninguém aguentava mais o barulho de seu escapamento)
Carlos Guarany - Kawasaki Prairie 650 (zero bala, estreando)
Cláudia Guarany - Polaris Sportsman 500 H.O. (ela pilota bem)
Albery Spinola - Kawasaki Prarie 400
Arnaldo Preisegalavicius - Kawasaki Prarie 400
Rubens Límoli - Artic Cat 500 (com mais equipamentos que caminhões do Paris-Dakar, inclusive com telefone via satélite)
Marcos Baroni - Kawasaki 300 (paramédico equipado até os dentes, inclusive com colete cervical).

 
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