Saímos
de São Paulo na quinta-feira, véspera
do feriado de Páscoa, às 14:30.Pegamos
a Régis Bitencourt, sentido Curitiba, até
Pariquera-Açu longa viagem, de 280 km sendo 59
km de terra, em razoável estado de conservação.
Em Itapitangui, próximo a Cananéia, deixamos
o asfalto e seguimos pela estrada que liga Itapitangui
a Ariri. Pernoitamos em Ariri, em uma pousada, e como
a ansiedade nao nos deixou dormir bem, acordamos em
torno de 4:00 da manhã e após um frugal
desejum, voltamos os 25 km até o sítio.
As 7:30 já estávamos de quadri percorrendo
os 3 km de estradinha de terra até o primeiro
rio, entrada da trilha.
Chegamos em Guaraqueçaba as 13:30, recorde de
seis horas. Nós dividimos o grupo do clube em
duas turmas de 14 quadriciclos, sendo que com primeira
turma, estava um jipeiro (Toninho da Videonorte) que
conhecia bem a trilha. No nosso grupo, eu consegui pela
internet o tracklog da trilha e fui de guia seguindo
o GPS.É só encontrar o início da
trilha, pois uma vez na mesma, não tem erro.
No final da trilha, já no estado do Paraná,
no bairro de Batuva, pegamos uma estrada de ligação
de 30 km até Guaraqueçaba.
Esta nossa turma de "pilotos" de quadriciclos,
gosta muito de acelerar e após cinco horas andando
em baixa velocidade, quando encontramos estrada livre,
é dedo em baixo no acelerador. Isto nos coloca
um pouco em situação de risco de acidentes
e precisamos nos educar e ficarmos mais "civilizados"
ou ajuizados. Afinal a maioria é chefe de família.
Nesta trilha, tínhamos dois pais com os filhos
(Aldírio e Diego, Ronaldo e Thiago) e também
um casal (Carlos e a Cláudia, que por sinal "toca"
direitinho).
Passamos
novamente no sítio, pegamos as carretas e o
carro do Toninho e fomos dormir em Peruíbe,
onde se encontravam minha esposa e filhinha, preocupadas
com a falta de notícias. Não sem antes
um pneu furado da minha carreta, ainda na estrada
de terra, tendo que descarregar o quadri e meu filho
foi pilotando até proxima cidade, Itapitangui.
Lá, acordamos um borracheiro, em pleno sábado
de Aleluia que deu um jeito. Estas aventuras nunca
são completas sem estes contratempos.
Chegamos em Peruíbe 3:30 da manhã de
sábado. Por fim uma sugestão a todos
que algum dia forem fazer esta trilha e mesmo em outros
lugares pobres. Nós levamos várias cestas
básicas, balas, doces, chocolates e bombons
(afinal era Páscoa) para distribuir nas "casas"
ao longo do percurso. Em cada casa que parávamos,
era uma festa, pois tem muita criança por lá
(será falta de TV?). E a nossa turma da semana
anterior levou brinquedos.
Isto é muito importante para promover a integração
da comunidade local com os trilheiros e seremos sempre
bem vindos. E também é uma satisfação
ver a alegria das crianças. Além disto,
devemos é claro, respeitar as propriedades
por onde passamos.
Temos um belo filme da aventura. Fotos não
muito boas devido à chuva. Mas as recordações
serão guardadas em nossas mentes para sempre.
Ou pelo menos até a próxima empreitada,
que esperamos seja em breve.
Participantes
Ronaldo
Andrade - Yamaha Grizzly 660 com pneus Big Foot (tratorzão)
Thiago Andrade - Polaris Sportsman 500 Remington (também
com pneuzão - piloto malucão Billy Júnior)
Aldiro Cruz - Honda Rincon 650 (0 km - parece um carro)
Diego Cruz - Honda Fourtrax 325 (já está
ficando maluco como os mais velhos - está querendo
entrar para turma dos Billy Bronx)
Antônio Fiola - Honda Fourtrax 325 (presidente
do ATV Clube)
Chicão (Tuareg Motos) - Honda 325 (com seu fiel
escudeiro Neto)
Valdecy - Honda 325 (incansável trabalhador,
ajudando a todos)
Edson Teubner - Yamaha Grizzly 600 (ninguém aguentava
mais o barulho de seu escapamento)
Carlos Guarany - Kawasaki Prairie 650 (zero bala, estreando)
Cláudia Guarany - Polaris Sportsman 500 H.O.
(ela pilota bem)
Albery Spinola - Kawasaki Prarie 400
Arnaldo Preisegalavicius - Kawasaki Prarie 400
Rubens Límoli - Artic Cat 500 (com mais equipamentos
que caminhões do Paris-Dakar, inclusive com telefone
via satélite)
Marcos Baroni - Kawasaki 300 (paramédico equipado
até os dentes, inclusive com colete cervical).
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